domingo, 30 de setembro de 2012

Como fazer redações a partir de imagens


Neste artigo, estudaremos como você deve proceder no momento em que tiver de fazer uma dissertação a partir de um desenho, gravura, "charge" ou qualquer outro tipo de estímulo visual. Isso tem sido cada vez mais comum nos exames que avaliam a competência dos alunos em interpretar textos verbais e não verbais. Vamos ao texto então.

Estímulo visual sem texto
Imaginemos que você tenha de dissertar com base neste desenho:



Para compreender o conteúdo básico do desenho, podemos estabelecer, a princípio, que não está havendo comunicação propriamente dita, pois o desenho sugere que um dos interlocutores não está ouvindo o outro. Caso esteja ouvindo, não o faz com a devida atenção, para que possa sustentar um diálogo produtivo.

Deste conteúdo podemos elaborar um tema.

Apesar da importância da comunicação para uma melhor convivência, nota-se claramente que falar é fácil, mas ouvir e dialogar é uma prática que não se encontra com facilidade.

Para desenvolver esta redação aplicaremos um modelo básico de dissertação:

Ouvir: missão quase impossível

Caso um dia parássemos para analisar como são as conversas, os supostos ''diálogos'' ocorridos nas diversas situações do nosso cotidiano, ficaríamos surpresos com os inúmeros elementos que interferem negativamente no processo de comunicação Dentre eles destacamos a agitação das cidades grandes, a falta de paciência em ouvir e a ansiedade de falar

Envolvidos na rotina e na neurotizante correria das grandes cidades, já de início torna-se difícil imaginar que o diálogo entre duas ou mais pessoas possa ser diferente de frases interrompidas, mal-entendidos, perguntas sem resposta, ou mesmo a total falta de oportunidade de conversar Quantas vezes nos corredores de firmas, fábricas, escolas e tantos outros lugares, a cena se repete: duas pessoas andando em sentidos opostos, vão conversando enquanto se distanciam, aumentando o tom de voz até que se perdem de vista, interrompendo, assim, o assunto tratado

Outro elemento que dificulta substancialmente o estabelecimento do diálogo é a incapacidade de ouvir Ouvir não é só escutar o que o outro disse, mas é entender o que o interlocutor falou e refletir sobre o que escutou, a fim de dar continuidade à conversa. O que mais podemos notar nos diálogos é a falta de paciência para ouvir o que a pessoa tem a dizer até que ela conclua seu raciocínio e possa, dessa forma, fazer-se entender Ao que parece, essa impaciência é fruto, em parte, de uma certa ansiedade que cada um tem em comunicar suas ideias.

Assim, o que se costuma ver habitualmente é um arremedo de diálogo através do qual as pessoas dificilmente conseguem uma interação pela linguagem oral. Acreditamos que no dia em que essas dificuldades forem superadas, cada indivíduo poderá ampliar a compreensão do outro e, consequentemente, da própria natureza humana.

Como você pôde perceber, passamos pelas seguintes etapas até chegar à dissertação:

1.   Compreensão do conteúdo básico do desenho.
2.   Formulação de um tema dissertativo.
3.   Aplicação de uma das técnicas.
4.   Elaboração de uma dissertação.

Evidentemente este desenho poderia ter propiciado a formulação de um tema diferente do que apresentamos, mas que teria de estar necessariamente associado ao seu conteúdo básico.


Abaixo vamos ver mais alguns desenhos que servirão de estímulo par a produção de textos dissertativos.